Sou aquele tipo de pessoa simples que não faz falta, que entra e sai sem ser notado, que ninguém convida para se divertir, que ninguém faz questão de conversar, que é muitas vezes ignorado e que não convive em multidão. Também sou aquele tipo de gente que vive intensamente, que ama demais e sofre mais ainda, que tem ciumes absurdos, que respeita a vida das pessoas e que sente. Sente dores, amores, carinho, vergonha, preguiça, aconchegos e vontades. Vontade de ser feliz, de agir, de buscar aquilo que sonha, vontade de conquistar tudo aquilo que foi planejado, sonhado ou buscado. Sou também, aquele tipo de pessoa que corre atrás de seus objetivos, que da a vida para tudo o que ama e que tenta de todas as maneiras possíveis e impossíveis alcançar seus objetivos. Sou até aquele tipo de gente que não se apega fácil, que demora a ser conquistado e que não costuma se abrir, que tem poucos amigos mas que valoriza cada um, o simples fato de eu demorar a me apegar não significa que eu não de importância aos amigos que tenho, para mim cada um tem seu valor e não me desapego dos mesmos. Isso mesmo, sou também uma daquelas pessoas que não desiste de nada, que quando tem um objetivo vai até o fim, que luta até alcançar seu objetivo e que só pensa na possibilidade de “desistência” quando vê mais nenhuma saída, mas nenhuma mesmo. Sou uma mistura de sentimentos, de agonias e de valores. Aquele tipo de gente sincera, que fala o que pensa e age como deve, ou ao menos como acha que deve. Aquele tipo cheio de defeitos que todos vêem, que todos apontam e descriminam, mas que de forma alguma pensa em descriminar alguém. Aquele tipo que quando se sente triste se afasta ao invés de brigar, que se tranca e chora até as lágrimas secarem. Aquele tipo também que valoriza a vida, que adora cada momento sendo de alegria ou de tristeza. Mas por que tristeza? Porque acho que cada momento em nossa vida é único, a tristeza é o complemento da felicidade, ninguém a conhece sem um momento ruim. Acredito em crescimento pessoal e que cada pessoa escolhe o caminho que segue, que cada um vai desenhando sua estrada de tijolos amarelos durante sua vida, desde um “não” que você diz a alguém ou até “não quero te ver nunca mais”. Acho até que as palavras pesam, que nossa maior arma é sim a conversa. Posso ser também aquele tipo de pessoa que se encaixa a qualquer grupo, que não tem ideologia definida sobre quase nada, deve ser porque sou uma pessoa muito insegura ou que custa a acreditar nas coisas. Aquele tipo de gente que gosta de estar acompanhado, que gosta de se sentir importante e que adora demonstrar. Posso ser a pessoa mais carinhosa ou a mais fria, você escolhe a minha face. E por fim, sou aquele tipo de pessoa que fala demais, mas que não se sente liberto a isso, que acha que ninguém liga e que ninguém se importa, mas que na primeira oportunidade que tem, começa a falar e não para mais, mesmo sendo em uma citação em algum blog.
Gabriel Sander.  (via repouse)
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